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As coisas que deram certo no passado já cumpriram seu papel, agora são necessárias atitudes diferentes.
 
O filósofo Maquiavel (1469/1527) disse que basta estudar as atitudes do passado para compreender o presente, pois elas são cíclicas. Esta afirmação, se verdadeira, parece facilitar tudo, pois basta ver o problema da atualidade, estudá-lo para saber como foi superado e agir da mesma forma.
 
Vamos tentar relacionar alguma coisa e verificar se tem sentido. No final do século XX a inflação era alta, os governos criavam planos e mais planos para estancar a hiperinflação, mas sempre sem sucesso, até que, um dia, o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criou um plano e deu certo. O que foi que aconteceu? Entendo que o principal fator para o sucesso do Plano Real foi a seriedade com que o mesmo foi conduzido, ou seja, a confiança. A base do plano era boa, mas também eram respeitosas as ações que se sucederam.
 
Outro exemplo: a Igreja Católica começava a ruir em função de muitos escândalos. No Vaticano, o Papa Bento, já bastante fragilizado, tentava consertar, mas não tinha forças para reverter a situação.  Foi quando ele decidiu abdicar em favor de uma pessoa mais jovem e que pudesse obter mais sucesso. O carismático Papa Francisco iniciou o trabalho com muita simplicidade e seriedade. O povo foi entendendo as ações, observou que era possível mudar e isto está acontecendo. Podemos resumir que o povo acreditou, ou seja, confiou.
 
Mais um exemplo: Henri Ford já havia conquistado enorme sucesso e demonstrado que era, ao menos, um grande empresário, criador da linha de produção que ofertava aos consumidores, ano após ano, veículos com melhorias e preços cada vez menores, o que não o impediu de ser ridicularizado. Acusações em jornais levaram o empresário ao júri que o interrogou para saber se era ou não inteligente. Ridículo! Mas ele enfrentou com coragem e venceu. Provavelmente deve ter se assustado, mas o importante foi que ele não desistiu e enfrentou.
 
Que lições podemos tirar desta pequena revisão da história de sucesso diante de grandes problemas?
 
Na atualidade, todos nós, sejamos pessoas dependentes de empregos ou empreendedoras, estamos assustados com a evolução super veloz que parece ser impossível acompanhar. Profissões e empresas deixam de existir em pouco tempo, pois tornam-se desnecessárias. Gráficas faturaram muito confeccionando talões de nota fiscal ou passe de ônibus, mas há alguns anos perderam esses mercados. Escritórios de contabilidade que chegavam a ter dois ou três "boys” recebem quase tudo pela internet. Será que ainda existe a profissão de relojoeiro? Até há pouco tempo era comum fazer limpeza e consertar relógios.
 
Desistir diante deste cenário é a atitude mais louvável? Claro que esta é a solução para os fracos, não para os dispostos a erguer a cabeça. Se ainda não é possível enxergar a saída, que subam a colina para melhorar a visibilidade. Se ainda no é possível ver todo o horizonte, que construam um mirante sobre a colina e então, com a visão privilegiada, estudem o mercado e definam a melhor estratégia para sair na frente de todos.
 
Na sexta-feira, 5 de agosto, estive um Curitiba com alguns colegas de profissão para estudar a situação da profissão contábil. Procuramos a maior colina, mas ainda era muito baixa, então decidimos que é preciso construir um mirante alto o suficiente para dar uma visão privilegiada e embasar melhor as decisões. Em outubro voltaremos a nos encontrar e dar seguimento ao projeto de empresa contábil para atender às novas necessidades das empresas.
 
Para que lamentar as dificuldades se de nada servirão para vencer? Por que ficar assistindo a decadência se posso ser um um personagem de mudança? Por que chorar pelo fracasso se tenho oportunidade de vibrar pelo sucesso? Por que entregar-se á morte se ainda há muito tempo de vida?
 
Temos necessidade de repensar a forma de atuação das empresas e para isto é preciso dedicação, coragem, seriedade e estudo, palavras que devem nortear qualquer pessoa desejosa de superar grandes dificuldades. Ah, não esqueça de conquistar a confiança dos seus liderados.

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