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Esperto é aquele que fura fila para ganhar tempo?

 
A educação de um povo pode ser medida pelas pequenas ações, pois quem rouba moedas, roubará milhões se tiver a oportunidade. Quem age como gatuno em filas, também será um empresário, político, professor ou empregado desonesto. 
 
O povo brasileiro é considerado pacífico. Ao menos esse mito existe. Uma pesquisa da rede norte-americana de televisão CNN (http://goo.gl/Kgr6Kl) elegeu o povo brasileiro como o mais “legal”. Sabemos que, apesar das diferenças e dificuldades que enfrenta, o povo brasileiro é acolhedor e o país é vasto de belezas naturais.
 
Outro ponto também muito conhecido é o “jeitinho brasileiro”, que parece bacana dependendo da forma como é apresentado. O “jeitinho brasileiro” de enfrentar as dificuldades, ou seja, de arranjar o que comer quando bater a fome. Roubar não é um jeito legal, pois sempre há a possibilidade de trabalhar. Furar a fila para ser atendido antes daqueles que chegaram mais cedo também não é um bom exemplo do “jeitinho”. Além de mal-educado, indica, no mínimo, que o ‘esperto’ poderia ter acordado antes ou ficado sem dormir para garantir o direito de ser um dos primeiros.
 
O jeitinho brasileiro de furar a fila nos bancos, casas lotéricas, festas, cinemas, restaurantes, lanchonetes, postos de saúde, estádios, aeroportos, terminais de ônibus e em tantos outros lugares é irritante, mas nem sempre é interceptado, talvez porque somos um povo pacífico. Qual é a sua atitude quando observa um “malandro” furando a fila? Veja algumas das estratégias adotadas pelos “fura fila”:
 
  • Finge-se distraído, muitas vezes utilizando o celular, e entra na frente de quem já está na fila;
  • Pede qualquer informação, engata uma conversa e fica por ali mesmo;
  • Observa uma pessoa cansada e distraída, então para por perto e quando a fila anda se infiltra;
  • Identifica um “amigo”, acena e se tiver qualquer retorno se aproxima. O resto você sabe;
  • Na fila do caixa pede para a pessoa pagar a conta, comprar o ingresso...
  • Interpela o atendente dizendo que só quer uma informação e daí vai até resolver o problema todo.
 
“[...] o brasileiro é tolerante com esse comportamento. Quando resolve reclamar, faz comentários ou, no máximo, dá um toque leve nos ombros.” (psicólogo Fábio Iglesias – http://goo.gl/LyZY4L)
 
Espero que nenhuma das estratégias acima sejam utilizadas por você, amigo leitor, mas certamente você já observou inúmeras vezes alguém tentando aplicar uma das “táticas” para economizar tempo – o dele é claro. Nestes casos, você deixa isto passar assim mesmo ou toma a iniciativa, de forma ordeira, e o coloca no final da fila?
 
A atitude de furar a fila poderá trazer consequências como pequenas revoltas, polêmicas, confusões, brigas e até morte, caso num posto de gasolina em Pernambuco (http://goo.gl/Kgr6Kl).
A educação vem de berço e é necessário que assim continue para que seja formada uma sociedade respeitosa.  Já ensina o velho ditado: "a palavra ensina, mas o exemplo arrasta."

 
 

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